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A Desordenada Cobiça dos Bens Alheios

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A Desordenada Cobiça dos Bens Alheios

A prisão é um caos confuso, sem distinção alguma. É um abismo de violência, no qual não há cousa que esteja no seu centro. É uma torre da Babilónia, onde todos falam e ninguém se entende. É um composto contranatural, em que se vê a paz de dois contrários, misturando-se o nobre com o infame, o rico com o pobre, o civilizado com o criminoso e o pecador com o justo.

Carlos García, supostamente nascido em 1580, em Saragoça, e autor acerca do qual existem poucos dados, poderá não passar de um nome atrás do qual se esconde Cervantes. A Desordenada Cobiça dos Bens Alheios, pequena obra-prima da literatura no exílio, possui um incontornável interesse literário pois nela confluem as correntes da literatura «ladronesca», em voga em França, por um lado, e da novela picaresca espanhola por outro. Publicada pela primeira vez em Paris, em 1619, e logo traduzida para francês, inglês e holandês, cai no esquecimento a partir da segunda metade do século XVII, só surgindo de novo em 1877 na Librería de los Bibliófilos de Madrid colecção «Libros de Antaño».

  • Título original La Desordenada Codicia de los Bienes Ajenos
  • Tradução José Colaço Barreiros
  • 1.ª edição 2002
  • Páginas 152
  • ISBN 972-608-148-3
$1.57

Original: $4.50

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A prisão é um caos confuso, sem distinção alguma. É um abismo de violência, no qual não há cousa que esteja no seu centro. É uma torre da Babilónia, onde todos falam e ninguém se entende. É um composto contranatural, em que se vê a paz de dois contrários, misturando-se o nobre com o infame, o rico com o pobre, o civilizado com o criminoso e o pecador com o justo.

Carlos García, supostamente nascido em 1580, em Saragoça, e autor acerca do qual existem poucos dados, poderá não passar de um nome atrás do qual se esconde Cervantes. A Desordenada Cobiça dos Bens Alheios, pequena obra-prima da literatura no exílio, possui um incontornável interesse literário pois nela confluem as correntes da literatura «ladronesca», em voga em França, por um lado, e da novela picaresca espanhola por outro. Publicada pela primeira vez em Paris, em 1619, e logo traduzida para francês, inglês e holandês, cai no esquecimento a partir da segunda metade do século XVII, só surgindo de novo em 1877 na Librería de los Bibliófilos de Madrid colecção «Libros de Antaño».

  • Título original La Desordenada Codicia de los Bienes Ajenos
  • Tradução José Colaço Barreiros
  • 1.ª edição 2002
  • Páginas 152
  • ISBN 972-608-148-3

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