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Comentários sobre a Sociedade do Espectáculo

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Comentários sobre a Sociedade do Espectáculo

 

Nunca a censura foi tão perfeita. Nunca foi permitido mentir com uma tão perfeita ausência de consequências. Pressupõe-se apenas que o espectador deve ignorar tudo, não merecer nada. Ao invés da pura mentira, a desinformação deve fatalmente conter uma certa parte de verdade, porém deliberadamente manipulada por um hábil inimigo.

Companheiro inseparável d’A Sociedade do Espectáculo, os Comentários (1988) actualizam e confirmam, ao fim de vinte anos, as teses anteriores de Guy Debord, apresentando a noção de «espectacular integrado»: um conceito global que reúne o «espectacular difuso» do american way of life e o «concentrado» dos regimes totalitários, vertido na manipulação cada vez mais sofisticada dos desejos do ser humano, operada por Estados e meios de comunicação em nome do bem oleado capitalismo moderno. Este balanço do autor, quando o espectáculo se tornara ainda mais irracional e omnipresente do que ele previra em 1967 — que passa em revista a mentira e a contra-informação como técnicas para alcançar e manter o poder, a psicologia da submissão das massas, o fenómeno do culto das celebridades —, continua a falar alto e bom som, com clarividência, à contemporaneidade em que nos movemos.

  • TÍTULO ORIGINAL Commentaires sur la société du spectacle / Préface à la quatrième édition italienne de La Société du spectacle
  • TRADUÇÃO Júlio Henriques
  • 1.ª EDIÇÃO 2021
  • PÁGINAS 96
  • FORMATO 13 x 21 cm
  • ISBN 978-972-608-365-8
$4.09

Original: $11.70

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Nunca a censura foi tão perfeita. Nunca foi permitido mentir com uma tão perfeita ausência de consequências. Pressupõe-se apenas que o espectador deve ignorar tudo, não merecer nada. Ao invés da pura mentira, a desinformação deve fatalmente conter uma certa parte de verdade, porém deliberadamente manipulada por um hábil inimigo.

Companheiro inseparável d’A Sociedade do Espectáculo, os Comentários (1988) actualizam e confirmam, ao fim de vinte anos, as teses anteriores de Guy Debord, apresentando a noção de «espectacular integrado»: um conceito global que reúne o «espectacular difuso» do american way of life e o «concentrado» dos regimes totalitários, vertido na manipulação cada vez mais sofisticada dos desejos do ser humano, operada por Estados e meios de comunicação em nome do bem oleado capitalismo moderno. Este balanço do autor, quando o espectáculo se tornara ainda mais irracional e omnipresente do que ele previra em 1967 — que passa em revista a mentira e a contra-informação como técnicas para alcançar e manter o poder, a psicologia da submissão das massas, o fenómeno do culto das celebridades —, continua a falar alto e bom som, com clarividência, à contemporaneidade em que nos movemos.

  • TÍTULO ORIGINAL Commentaires sur la société du spectacle / Préface à la quatrième édition italienne de La Société du spectacle
  • TRADUÇÃO Júlio Henriques
  • 1.ª EDIÇÃO 2021
  • PÁGINAS 96
  • FORMATO 13 x 21 cm
  • ISBN 978-972-608-365-8